A expectativa era grande para a apresentação da Acadêmicos de Gravataí no primeiro dia de desfiles do Carnaval de Porto Alegre e a escola, mais uma vez, empolgou o público com um espetáculo cheio de alegria, criatividade, cores, efeitos especiais e um samba que fez muita gente cantar junto. Com o enredo “Paraíso nordestino: um repente encantado de um povo arretado!”, a campeã de 2024 trouxe para a passarela do Complexo Cultural do Porto Seco um pouco da rica cultura e história do Nordeste Brasileiro.
A entidade carnavalesca foi a segunda da Série Ouro a desfilar, cruzando a avenida após às 2h deste sábado (15/3). Em busca do bicampeonato, a Onça Negra levou para a passarela do samba três carros alegóricos, dois tripés e 18 alas. Os cerca de 1,6 mil componentes e demais torcedores da Acadêmicos aguardam agora a apuração dos desfiles, que está agendada para segunda-feira (17/3), às 14h30. As apresentações no sambódromo seguem hoje, a partir das 20h.

Da concentração ao desfile
O Giro de Gravataí visitou o barracão da Onça Negra na noite de sexta-feira (14/3) para conferir os preparativos para o desfile. Do entusiasmo e ansiedade dos integrantes com os últimos ajustes em fantasias e maquiagem, aquecimento da Bateria Pegada da Onça à concentração máxima do presidente da instituição, Anderson Nascimento, ao observar o movimento no pavilhão, o que se viu foi uma vontade enorme de trazer mais um título para a cidade.
Toda a vivacidade e encanto apresentada aos espectadores em alegorias e fantasias, foi fruto de muita pesquisa, troca de ideias, planejamento e dedicação para que a execução fosse a melhor possível. Rafael Saraiva, que é um dos carnavalescos da escola, explica que o carro abre-alas representa todas as encantarias do Nordeste, trazendo referências como dragões marinhos e sereias. Ele faz referência à crença popular de que seres encantados habitam os recifes de corais e ajudam a proteger o paraíso que é essa região do país.

O segundo carro faz alusão ao sincretismo religioso, destacando a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (que reúne católicos e pessoas ligadas às religiões de matriz africana), na Bahia, assim como foi produzida uma alegoria de Nossa Senhora Aparecida. Encerrando o desfile, o público pôde conferir um carro sobre a cultura nordestina, com destaque para caricaturas de personalidades, como Ariano Suassuna, Luiz Gonzaga, Jorge Amado, Jackson do Pandeiro e Rachel de Queiroz, e figuras cujo tamanho remetem aos bonecos de Olinda.
Ao longo do desfile, a Acadêmicos de Gravataí também lembrou elementos como o cangaço, música e danças tradicionais. O samba-enredo que empolgou os foliões foi composto por Thiago Meiners e Igor Vianna. A interpretação foi de Gerson Silva (Borracha) e Igor Vianna.

Fotos: Priscila Milán/Giro de Gravataí















