
Dois dos cinco condenados em maio por envolvimento na morte do policial civil Rodrigo Wilsen da Silveira, durante uma operação em 2017, ganharam progressão de regime. Marcos Leandro Marques Fortunato e Guilherme Santos da Silva foram presos em flagrante no dia do fato e desde então estavam recolhidos no sistema prisional aguardando pelo julgamento.
A operação que vitimou Wilsen, que era o chefe de investigação da 2ª Delegacia Polícia de Gravataí, tinha por objetivo desmantelar o grupo criminoso responsável pelo tráfico de drogas e opressão à moradores de apartamentos populares no bairro Planaltina, no qual os acusados integravam.
Marcos e Guilherme foram denunciados pelo Ministério Público (MP) e condenados no Tribunal do Júri a 19 anos e sete meses de prisão cada pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação e organização criminosa. Cristiane da Silva Borges e seu filho, Alecsandro da Silva Borges, também foram condenados pelos mesmos crimes, mas com somatórias diferentes.
O autor do disparo, Maicon de Mello Rosa, o ‘monstro’ foi condenado a 80 anos e cinco meses de prisão por homicídio duplamente qualificado, tentativas de homicídio de outros três agentes, tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas, receptação e organização criminosa.
Apesar do somatório das penas, as condenações são cumpridas de forma separadas. Por já estarem presos desde o dia do crime, eles já cumpriram cinco anos, gerando o benefício da progressão de regime. Conforme apurou a reportagem do Giro de Gravataí, Marcos e Guilherme obtiveram na justiça o direto ao uso de tornozeleira.
No entanto, por conta da falta de equipamentos no Estado para todos os presos com a mesma condição, eles foram colocados em prisão domiciliar e aguardam o chamamento para a colocação do parelho. A reportagem busca contato com os defensores de Marcos e Guilherme e com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), responsável pelos equipamentos.














