Uma investigação policial desvendou um esquema milionário de extorsão, conhecido como “golpe dos nudes”, que foi gerenciado a partir de Gravataí e movimentou R$ 2,4 milhões em apenas sete meses. A fraude, que atingia vítimas de diversas partes do Brasil, envolvia perfis falsos de adolescentes em redes sociais, utilizados para atrair alvos e induzi-los à troca de conteúdos íntimos.

Após estabelecer contato, os criminosos passavam a simular situações de coerção, fingindo ser familiares da suposta menor de idade ou até delegados de polícia. A quadrilha ameaçava expor as vítimas ou envolvê-las em processos judiciais, caso não fosse efetuado um pagamento. Para aumentar a pressão, os golpistas forjavam documentos como acordos judiciais, nos quais constava que o alvo seria isento de qualquer punição caso realizasse a transferência solicitada.
Durante a apuração, a polícia identificou 35 integrantes no esquema, com papéis bem definidos. Doze deles atuavam diretamente na abordagem e extorsão das vítimas, enquanto os demais cediam suas contas bancárias para receber os valores transferidos. Essas contas eram utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A operação que desarticulou o grupo envolveu o cumprimento de mandados em 14 cidades do Rio Grande do Sul, como Gravataí, Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Além das prisões, foram apreendidos 12 veículos, três armas de fogo, cerca de R$ 85 mil em dinheiro e diversos dispositivos eletrônicos que serviam para operacionalizar os golpes.
O caso chamou atenção pela sofisticação do esquema, que combinava técnicas de engenharia social, falsificação de documentos e uma rede estruturada para ocultar os valores arrecadados. A polícia alerta para a importância de cuidado nas interações online e reforça a necessidade de denunciar situações suspeitas.













