O Sesc/RS divulgou esta semana a lista de projetos selecionados no edital “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”. A convocação pública lançada no final de agosto e voltada exclusivamente a profissionais da cultura de cidades que decretaram calamidade pública em razão das enchentes recebeu 525 propostas.
O processo de seleção contou com a participação, além da entidade, do Departamento Nacional do Sesc, do Governo do Estado, do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado (SatedRS), da Câmara Rio-grandense do Livro e do Museu da Cultura Hip Hop do Rio Grande do Sul.
Entre os escolhidos, estão 24 propostas de literatura, como encontros com escritores, contação de histórias, saraus e oficinas, 24 espetáculos de música e 24 de artes cênicas que contemplam dança, teatro e circo. São cerca de 270 profissionais contemplados, ao todo. Eles irão compor circuitos de apresentações fora do estado, já a partir de outubro, com cachê, transporte, hospedagem, alimentação e demais despesas custeadas pelo Sesc.
Estão no roteiro circuitos por 18 estados: Tocantins, Acre, Maranhão, Paraíba, Amapá, Alagoas, Roraima, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Santa Catarina, Paraná e Goiás. Cada proposta contemplada realizará três apresentações. A programação completa, com os locais, será divulgada em breve.
Projetos selecionados em Cachoeirinha
Duas artistas de Cachoeirinha foram contempladas no edital de circulação do Sesc/RS, ambas na categoria Literatura: Rosane de Castro com o projeto “Histórias Brincantes” e Ana Thomas Terra com a “Oficina Criativa de Vilões”.
Segundo Rosane Castro, “Histórias Brincantes” envolve três de seus livros – “Meu jeito único de ver o mundo”, “De quem é a casa?” e “Batidas de Okàn”. A proposta é que sejam promovidos encontros com a autora, bate-papo e contação de histórias. “Com uma abordagem leve e interativa, as crianças são convidadas a mergulhar em aventuras cheias de empatia, diversão e descobertas, aprendendo sobre acolhimento, diversidade, inclusão e pertencimento. Ao final da apresentação, as crianças participam de uma dinâmica criativa que irá ajudar no incentivo a imaginação e autonomia, e exploram os temas abordados nas histórias”, relata a escritora.
Em sua oficina, Ana Thomas Terra, que também é ilustradora, vai provocar a criação narrativa a partir do desenvolvimento de um personagem (vilão). “A oficina trabalha com os conceitos de personagem e narrativa de maneira que não seja um trabalho teórico, mas sim, prático. Ninguém sairá com uma produção literária pronta, mas os participantes terão uma a criação estruturada para poder seguir desenvolvendo a ideia, tanto escrita quanto ilustrada, após a oficina”, explica. A autora também destaca que a atividade visa “mostrar que é possível criar histórias sem o uso de inteligência artificial, apenas compreendendo o próprio personagem e sabendo como conduzi-lo a uma aventura”.
*Com informações do Sesc/RS. Fotos: Divulgação















