Depois de anunciar uma parada na produção por 30 dias para fevereiro, a General Motors (GM) de Gravataí terá mais de dois meses do chamado “lay off” (suspensão do contrato de trabalho) entre abril e junho. Em 17 de fevereiro, cerca de 5 mil trabalhadores saem de férias coletivas e licença remunerada, retornando em março. No dia 22 de abril, cerca de 2 mil funcionários da montadora e das empresas sistemistas serão dispensados novamente.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valdir Ascari, em negociação com a montadora realizada nesta sexta-feira (7), mesmo dispensados, os trabalhadores seguirão recebendo o salário integral. Parte do salário vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o restante será complementado pela GM. Também será mantido o vale alimentação de R$ 350 mensais, décimo terceiro e PPR integrais. “Precisamos manter o trabalhador com o dinheiro no bolso para que a economia de Gravataí siga girando. Só o cartão alimentação da GM faz entrar na cidade R$ 1,5 milhão mensais, por isso mantivemos essas exigências, para que a economia do município não seja prejudicada”, destacou.
Como já havia sido noticiado pelo Giro, a queda nas vendas é o grande motivo para a suspensão da produção. Em Gravataí, a GM fabrica o modelo Onix, que nos últimos anos vem apresentando queda nas vendas. Em 2023, o carro foi o segundo mais vendido do país, com 102.043 emplacamentos. No ano passado, o modelo caiu para a quarta posição, passando para 97.508 carros comercializados. O número é bem inferior ao comercializado antes da pandemia, em 2019, quando a GM vendeu 241,2 mil Onix. Mesmo diante das dificuldades, a General Motors projeto investir R$ 1,2 bilhão na planta de Gravataí, que inclui a fabricação de um novo modelo a partir de 2026.
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