O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta segunda-feira (27) que o governo federal estuda permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater dívidas no novo programa de renegociação que vem sendo estruturado pela equipe econômica. A iniciativa, chamada internamente de “Desenrola 2.0”, ainda depende de validação final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministro, haverá restrições para a utilização dos recursos do FGTS, embora os critérios ainda não tenham sido detalhados. A proposta será apresentada a Lula nesta terça-feira (28), antes do anúncio oficial do programa.
Durigan também adiantou que o novo modelo deve prever descontos de até 90% sobre os débitos renegociados, além de condições específicas de prazo já alinhadas com o setor financeiro. As diretrizes foram discutidas em reunião com representantes de bancos, como parte da construção do programa.
As declarações foram dadas durante entrevista coletiva no gabinete do Ministério da Fazenda, em São Paulo. De acordo com o ministro, o Desenrola 2.0 deverá ser disponibilizado à população assim que houver o anúncio formal por parte do governo federal.














