Gravataí registrou 3.370 novas empreendedoras entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 2.997. Apesar do aumento, a participação feminina no total de pessoas que iniciaram negócios permaneceu praticamente estável, em 41,8%.
Os dados são do Observatório Econômico do Sindilojas Gravataí, com base em informações do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Receita Federal, atualizadas em outubro deste ano.
Entre os segmentos analisados, o maior crescimento em números absolutos ocorreu nas atividades de escritório, vendas e marketing, que passaram de 480 para 631 empreendedoras. O setor de alimentação também avançou, de 423 para 524 registros, enquanto outros serviços e indústria passaram de 786 para 918. Em contrapartida, moda e confecção apresentou retração, de 238 para 207.
O levantamento aponta ainda que 66,5% das mulheres que iniciaram negócios estão registradas como Microempreendedoras Individuais (MEIs), enquanto 79% atuam como titulares de empresas individuais.
Outro indicador analisado foi o capital social declarado na abertura de empresas exclusivamente femininas, cuja mediana ficou em R$ 2,5 mil, abaixo dos R$ 4 mil registrados nos empreendimentos exclusivamente masculinos. O valor corresponde ao capital informado no registro da empresa e não representa, necessariamente, o investimento efetivamente realizado.
Na distribuição por bairros, o Centro concentrou o maior número de novas empreendedoras, com 273 registros, seguido por Morada do Vale I (157) e Bom Sucesso (140). Ao todo, o estudo identificou abertura de negócios por mulheres em 150 bairros do município.
Para o Sindilojas Gravataí, os indicadores ajudam a dimensionar a presença feminina na economia local e apontam oportunidades de ampliação do acesso à qualificação, recursos financeiros e instrumentos de gestão empresarial.
A pesquisa compara os períodos de janeiro a setembro de 2025 e 2026. Como a Receita Federal não disponibiliza diretamente a informação de sexo dos responsáveis pelos negócios, a classificação foi estimada a partir do primeiro nome. A base também considera empresas que já encerraram suas atividades.











