Enquanto novas medidas para assistência às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul são planejadas, os olhares também estão voltados aos impactos econômicos provocados pela catástrofe. Muitas empresas também foram afetadas de forma direta pelas chuvas, tendo perdas e prejuízos que ainda serão calculados. De forma indireta, pode-se dizer que o evento climático afetou a todos. Mesmo em locais onde os alagamentos não causaram tantos danos, foi notável o atraso na entrega de mercadorias para estabelecimentos e a redução de movimento no comércio, por exemplo.
Para a reconstrução do estado, o fator econômico é imprescindível. Por esse motivo, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra) promove a segunda edição da campanha “Eu moro aqui, eu compro aqui”. A presidente da entidade, Graziella Isoppo, explica que a iniciativa abrange todo o RS, mas busca fomentar principalmente o comércio e os negócios das empresas da cidade. “Nosso foco é trazer soluções assertivas não só para os empresários, mas para a comunidade como um todo”, comenta.
“Entendemos que, como uma associação empresarial, o nosso trabalho será ainda mais árduo a partir de agora. É tempo de reconstrução e estamos trabalhando muito para auxiliar nossos parceiros e associados nessa retomada”, acrescenta Graziella ao destacar que o momento é complicado no segmento empresarial. “É um tempo difícil para as empresas gaúchas, que tiveram perdas imensas. Empresários que dedicaram a vida nos seus negócios viram tudo embaixo d’água. São fundamentais medidas tributárias e de flexibilização de legislação trabalhista para que seja possível pensar na retomada da economia”, frisa.

Segundo a presidente da Acigra, é realizado um levantamento de informações junto aos associados para um balanço sobre o cenário das empresas do município, após as enchentes. Contudo, já surgiram relatos de organizações de vários segmentos quanto à queda no faturamento. “Acredito que, apesar dos fortes impactos sofridos por Gravataí, o nosso município tomou um lugar de ‘refúgio’, não só para as pessoas se abrigarem, mas para as empresas que ficavam em locais que alagaram. Somos o município mais próximo da capital, com menor impacto. Sabemos que o tempo é de reconstrução, e entendemos Gravataí com potencial de realização de negócios para o restabelecimento do Rio Grande do Sul”, afirma Graziella.

Na opinião da empresária à frente da Acigra é momento de unir forças para que a economia volte a girar e os municípios retomem seus processos de desenvolvimento. Esta é a finalidade da campanha que incentiva compras em estabelecimentos comerciais de Gravataí. Além desta ação, a entidade tem se dedicado a amparar a comunidade, por meio de atividades do Comitê de Responsabilidade Social, doações e de uma vaquinha online, na qual a destinação dos recursos em prol de atingidos pelas enchentes será definida pela diretoria.
Foto de capa: Divulgação/Acigra














