A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Numisma, com foco em desmantelar um sofisticado esquema de falsificação de cédulas de real. A ação cumpriu mandados em Gravataí, Cachoeirinha, Sapiranga, Charqueadas e Caxias do Sul, resultando na prisão de dois suspeitos e na apreensão de diversos equipamentos gráficos usados para a produção de dinheiro falso.
Ao todo, foram executados seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, além do sequestro de valores. Entre os materiais apreendidos, estavam impressoras, tintas especiais e outros equipamentos utilizados para simular os elementos de segurança das cédulas legítimas.
Segundo a investigação, o líder do grupo – que já havia sido preso pelo mesmo crime em 2007 e novamente flagrado em 2020 – comandava um verdadeiro laboratório gráfico de falsificação. Nos últimos três anos, ele e seus comparsas teriam colocado em circulação mais de 16 mil cédulas falsas de R$ 100, somando um prejuízo estimado em mais de R$ 1,6 milhão ao sistema financeiro nacional.
As cédulas falsificadas apresentavam alto grau de sofisticação, com características muito semelhantes às notas autênticas, o que aumentava o risco de engano por parte dos cidadãos. O principal investigado foi preso preventivamente e poderá responder pelo crime de moeda falsa, previsto no artigo 289 do Código Penal.















