A partir de 1º de fevereiro, o preço dos combustíveis nos postos sofrerá novos impactos com o reajuste no ICMS. A alíquota sobre gasolina e etanol terá acréscimo de R$ 0,10 por litro, enquanto diesel e biodiesel subirão R$ 0,06 por litro. Com isso, o ICMS sobre gasolina passará a R$ 1,47 por litro, enquanto o diesel será reajustado para R$ 1,12.
A medida, anunciada pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz), é justificada como essencial para equilibrar o sistema fiscal e ajustar a tributação às flutuações do mercado. Contudo, especialistas alertam para os efeitos colaterais, como o aumento do custo de transporte, que pode pressionar os preços de produtos e serviços, agravando o cenário inflacionário.
Outro ponto de preocupação é a defasagem entre os preços domésticos e internacionais dos combustíveis. Dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) mostram que o diesel está 24% abaixo do preço praticado no mercado externo, enquanto a gasolina apresenta uma diferença de 13%. Embora a Petrobras tenha abandonado a política de Paridade de Preços Internacionais (PPI), o custo das importações e as margens das refinarias permanecem vulneráveis à valorização do dólar, que já ultrapassa os R$ 6.
O último reajuste promovido pela Petrobras foi em julho, quando o litro da gasolina nas refinarias atingiu R$ 3,05 e o diesel R$ 3,68. Agora, com o aumento no ICMS, a pressão sobre os preços se intensifica, ampliando o efeito cascata sobre a economia. O cenário eleva o alerta sobre a inflação, que já superou o teto da meta em 2024, gerando novas preocupações para 2025.















