Mulheres que já sofreram algum tipo de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral) encontram no empreendedorismo, muitas vezes, os recursos para mudar de vida, recomeçar, traçar novos objetivos e voltar a sonhar. São histórias de luta e superação que o projeto Mulheres Unidas pelas Histórias quer exaltar através de encontros em várias cidades brasileiras. Nos eventos, haverá premiações como forma de valorizar a trajetória de cada mulher participante e fomentar negócios liderados pela população feminina.
Idealizada pela advogada, sexóloga, psicóloga e estrategista digital Jurema Zaffari, de Bento Gonçalves, a iniciativa passará por Gravataí, no dia 14 de janeiro. Em confraternização no CTG Chaleira Preta (Rua Armando Divan, 357, Morada do Vale I), das 13h às 17h, será entregue o Prêmio Empreendedoras Unidas pelas Histórias. A coordenadora do projeto explica que a proposta é homenagear mulheres que superaram obstáculos e agora estão à frente de seus negócios, servindo de inspiração para outras pessoas.
Jurema antecipa que a programação iniciará com a apresentação da bailarina, professora e coreógrafa de danças árabes Ana Aziza. Haverá um workshop sobre empoderamento feminino e rodada de negócios, que envolverá diferentes nichos, entre os quais superendividamento, sexualidade, bem estar mental e maquiagem para o digital. Após o coffee break, será promovida a cerimônia de premiação, na qual as homenageadas serão agraciadas com troféus.
As inscrições para o evento podem ser realizadas pelo WhatsApp (54) 99707-4802 ou e-mail juremaestrategista@gmail.com. Há um custo de inscrição, de acordo com a modalidade de participação (homenageada, participante da rodada de negócios, expositora ou acompanhante de empreendedora). Contudo, em contrapartida, as mulheres terão suas histórias compartilhadas e negócios divulgados nas redes sociais. As presenças já confirmadas podem ser vistas no @unidaspelashistorias no Instagram e Facebook.
Embaixadora da edição
A embaixadora da edição na cidade é a confeiteira Maria Adriana Justo Barbosa, que concilia o trabalho de entregas de mercadorias com a produção de doces e bolos. Com mais de 20 anos de experiência na confeitaria, ela passará a se dedicar exclusividade a este ofício a partir de 2024, com a empresa Drika Cakes.
“As pessoas sempre duvidam que você vai conseguir empreender em um negócio próprio e te desmotivam por terem a visão de fracasso. É aí que eu tenho mais certeza de que estou no caminho certo. Claro que a trajetória nunca é fácil, como em tudo, existem muitos obstáculos, mas é preciso seguir em frente e não perder o foco”, relatou Maria Adriana ao compartilhar sua história no projeto Mulheres Unidas pelas Histórias.
Local simbólico
A escolha do CTG Chaleira Preta para receber o evento em Gravataí tem um significado especial: é uma homenagem à Anna Marlene Carvalho. Ela e o esposo, Arcelino, deram início à trajetória da entidade tradicionalista, oficialmente fundada em 1990. Antes mesmo da instituição do centro de tradições gaúchas, a residência do casal era utilizada como piquete.
“Gratidão a esta mulher visionária, que muito antes da palavra empreendedorismo se fazer popular, já tinha em si a maior virtude que toda empresa precisa cultivar: o verbo fazer. Ela fez o que podia, com o que tinha e plantou as sementes do que é hoje esse local gigante. Recebe de lá dos pagos do céu a gratidão das Mulheres Unidas pelas Histórias”, disse Jurema Zaffari nas redes sociais do projeto.
Imagem de capa – Maria Adriana, embaixadora do prêmio em Gravataí, com Jurema Zaffari. Foto: Divulgação















