Tomar o gostoso cafezinho está cada vez mais caro. Desde o ano passado, o preço do produto vem disparando. Em janeiro, o café moído liderou a alta de preços da cesta de 65 alimentos pesquisados todos os meses pela Receita Estadual a partir das notas fiscais eletrônicas de venda no varejo ao consumidor. O aumento foi de 53% nos últimos 12 meses, com isso, o quilo está custando, em média, R$ 45,96. Entre os motivos para a alta, estão as oscilações climáticas, responsáveis pela redução da oferta, o forte ritmo das exportações e a desvalorização do real frente ao dólar.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café, a indústria nacional recebeu aumentos superiores a 160% em todo o ano de 2024. Em janeiro no ano passado uma saca de café custava R$ 840. O ano encerrou com a saca sendo vendida por mais de R$ 2,2 mil. O preço foi repassado ao varejo, que chegou ao bolso do consumidor. De acordo com a entidade, 39% desse custo foi repassado, o restante foi absorvido pelas indústrias.
Além do café, outros alimentos da mesa dos gaúchos que apresentaram altas de preços foram a coxa de frango, com R$ 44% de aumento, custando R$ 12,95 o quilo; o azeite de oliva, alta de 35,25%, chegando a R$ 99,90 o litro; o queijo muçarela, com incremento de 34,50%, indo para R$ 49,75 o quilo; e o pernil, com aumento de 33,37%, chegando a R$ 19,99 o quilo.
Para não ter surpresas na hora da compra, faça uma pesquisa de preços antes de ir às compras. Uma boa ferramenta é o aplicativo Menor Preço Nota Gaúcha, da Receita Estadual.
* Com informações da Secretaria Estadual da Fazenda (SefazRS)















