Por onde eles passam, encantam plateias, conquistam sorrisos, prendem a atenção dos espectadores e recebem aplausos. O talento é reconhecido com uma coleção de prêmios em festivais por todo o Brasil, o que os coloca como referência no teatro, especialmente em projetos voltados ao público infantojuvenil. A Rococó Produções Artísticas e Culturais, fundada por atores de Gravataí, completou recentemente 10 anos, e motivos para comemorar não faltam!
Sócios-fundadores da Rococó, Henrique Gonçalves e Guilherme Ferrêra se uniram ao longo dessa década a outros artistas da região, formando um dos coletivos de maior sucesso na experimentação de linguagens cênicas. “Somos movidos por uma constante busca por inovação. O grupo investiga os cruzamentos entre teatro, dança, música e contação de histórias, criando obras que desafiam as fronteiras tradicionais das artes. O cerne do trabalho da Rococó reside na difusão de diferentes artes como princípio narrativo. Exploramos como a fusão de diversas linguagens artísticas pode enriquecer a experiência do público”, explica Henrique.

Cada espetáculo é fruto, portanto, de muita pesquisa e criatividade. Muito tempo em estudos e ensaios está por trás das histórias que divertem, emocionam, fazem o público se identificar com os personagens, levam à reflexão sobre os mais diversos temas. Nesses 10 anos de trabalho, a companhia teatral já lançou seis peças, sendo a primeira delas “Era uma vez: Contos, lendas e cantigas”, assistida por mais de 200 mil pessoas, em 12 estados brasileiros.
O espetáculo de estreia conta a lenda do Menino do Pastoreio e contabiliza 40 indicações em festivais de teatro do país. A trupe conquistou 25 premiações com esse projeto, que foi apresentado em várias escolas da região. Os outros cinco espetáculos produzidos pela Rococó até o momento são “Baila Melancia”; “De La Mancha: O Cavaleiro Trapalhão”; “As aventuras de João, a Princesa e o Tapete Voador”; “Vampirices” e “Memória de Elefante”.

Todos esses trabalhos renderam aos artistas quase 180 indicações e 100 prêmios – entre eles troféus em diversas categorias do Açorianos de Teatro Infantojuvenil e o prêmio de Melhor Companhia de Teatro do Brasil no Cenym 2024. Até o momento, a peça mais premiada do grupo é “De La Mancha: O Cavaleiro Trapalhão”, que recebeu 69 indicações e 30 prêmios.

Trabalhos direcionados à infância e juventude
Segundo a companhia teatral, a forma como se dá a comunicação com as crianças e jovens foi justamente o que despertou a vocação da Rococó para trabalhos direcionados especialmente à infância e juventude. Para os artistas, produzir espetáculos para este público é um grande desafio, porém gratificante a cada reação frente às cenas.
“Acreditamos que o maior desafio que temos de enfrentar atualmente é a competição com as telas, porque o teatro é efêmero, acontece no momento presente, no aqui e no agora, algo que muitos jovens não estão acostumados, pois tudo hoje em dia está a um clique. Mas a melhor parte de trabalhar para esse público é a espontaneidade, pois a criança expressa na hora o seu sentimento, ri, se emociona e principalmente reverbera o que entendeu do espetáculo para pessoas próximas. E isso é muito bonito de ver, pois a experiência no teatro não se encerra nos aplausos, ela segue pulsando”, afirma Henrique.

Sobre a concepção das obras, o ator destaca que o grupo se baseia na originalidade, sensibilidade e capacidade de transportar o público para universos onde a imaginação floresce e as emoções se manifestam de múltiplas formas. “A hibridização das artes não apenas potencializa a criação de espetáculos singulares, mas também amplia a percepção e o repertório cultural dos espectadores, oferecendo uma experiência artística verdadeiramente completa e transformadora”, frisa.

Novos projetos
Concomitantemente à produção de espetáculos, a Rococó se dedica a outros projetos, como oficinas de teatro e a publicação de conteúdos mais direcionados aos jovens em seu canal do YouTube. “Mantemos um canal ativo, no qual todos os dias são publicados novos vídeos com bastidores de apresentações, oficinas culturais, curiosidades sobre teatro, contações de histórias, entre outros temas. Nosso enfoque é conviver também com essa nova realidade, aproximando-se do universo das mídias e trazendo conteúdos que venham a somar na formação pessoal de cada usuário”, revela Henrique.
Para os que estão curiosos sobre a próxima peça da trupe, fica o spoiler: já está em fase criação um espetáculo inspirado no clássico “Os Três Mosqueteiros”. É analisada a realização da pré-estreia ainda este ano, mas o objetivo é trabalhar esse projeto ao longo de 2026.
















