Um advogado investigado pela participação na execução de um homem de 34 anos em Gravataí foi preso no último sábado (28) no município de Rio Verde de Mato Grosso, no estado de Mato Grosso do Sul. A ação contou com a atuação conjunta da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

O crime ocorreu em 21 de fevereiro deste ano, quando a vítima foi morta a tiros em uma estrada rural do município e teve o carro incendiado próximo à RS-030. Na fase inicial da investigação, o advogado e o filho dele chegaram a ser presos temporariamente, mas o advogado obteve liberdade por meio de um habeas corpus. Com a conclusão do inquérito, a Justiça decretou a prisão preventiva.
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Gravataí, o foragido foi localizado em um balneário na região de Rio Verde de Mato Grosso, após intensa troca de informações entre as forças policiais dos dois estados e a PRF. As diligências apontaram que o suspeito adquiriu um veículo em nome de um terceiro para dificultar sua identificação e pretendia deixar o país com a família.
A operação também revelou outros desdobramentos. Na primeira fase, realizada em maio, além das prisões, foram cumpridas sete ordens judiciais em Gravataí, Cachoeirinha e Canoas, resultando na apreensão de drogas, armas e roupas supostamente usadas no dia do crime. No total, mais de 180 quilos de entorpecentes foram apreendidos.
A investigação apontou que a vítima era conhecida do advogado e prestava serviços cartorários para ele. Uma desavença entre o acusado e a vítima, que teria como pivô a esposa do advogado, teria motivado o planejamento da morte com a participação do filho. A Polícia Civil não divulga nomes em razão da Lei de Abuso de Autoridade.














