
Com o anúncio do governador Eduardo Leite da suspensão da cogestão e a classificação de todo o Rio Grande do Sul sob bandeira preta, a partir de sábado (27), Cachoeirinha e Gravataí terão restrições mais rígidas à circulação de pessoas e às atividades econômicas. Em entrevistas ao Giro de Gravataí, os prefeitos Miki Breier e Luiz Zaffalon confirmaram que amanhã assinarão novos decretos, adequando os municípios aos protocolos do governo do estado.
“Avaliamos que o problema não é o comércio, não são aqueles que estão seguindo os protocolos, o grande problema são as aglomerações, muita gente que não levou a sério, festas clandestinas, mas entendemos que é um momento de choque, para que as pessoas entendam a gravidade do que está acontecendo”, analisou Miki.
“Esperamos que sejam só esse sete dais para não termos uma onda de desempregos, de fechamento de empresas. É complicado colocar a economia contra a vida, a economia é parte da vida”, ressaltou o prefeito de Cachoeirinha.
Na mesma linha, Zaffalon lembra o impacto negativo que a situação pode ter para o município. “Perder a cogestão e fechar as atividades econômicas é horrível, pois não tendo ajuda financeira do Governo Federal como as pessoas irão se manter? Mas não existe outro jeito”, comentou.
“É necessário diminuir a circulação de pessoas. Chegamos a níveis de saturação nunca vistos na nossa rede de Saúde. Abrir novos leitos é cuidar do problema apenas e não resolver as causas. Abre e lota, já experimentamos isto nesta semana. Hoje abrimos mais 12 no Hospital Dom João Becker. Amanhã estarão ocupados, pois temos 27 pacientes em cadeiras agora a tarde. Precisamos estancar o volume de pessoas infectadas ao mesmo tempo”, completou o prefeito de Gravataí.
Os dois prefeitos fizeram apelos às comunidades dos municípios. “Gostaria de dizer que o que estamos passando é absolutamente novo. Nenhum de nós viveu isso. Vamos pedir para a população, muito cuidado. Mesmo quem já foi infectado, mesmo quem já foi vacinado. Peço que as pessoas sejam solidárias, não aglomerar é pensar no outro. Temos muito relatos de gente jovem que ignorou as orientações e acabou levando Vírus para o pai, para a mãe, para pessoas, mais velhas. Consciência coletiva, é o chamamento que queremos fazer”, apelou Miki Breier.
Já Zaffalon, também lembrou também das famílias que precisarão de ajuda. “Vamos apelar para a solidariedade da população. Imploro ajuda de quem possa fazê-lo. Doações de destas básicas, qualquer tipo de alimento estaremos recebendo”.














