A Câmara de Vereadores de Gravataí aprovou, na noite desta terça-feira (19), o projeto do Executivo que autoriza a Prefeitura a contratar uma operação de crédito de até R$ 30 milhões junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para execução de obras de infraestrutura, mobilidade e acesso viário ligadas ao Instituto de Tecnologia e Computação (ITEC), empreendimento que está em implantação às margens da Freeway e é considerado um dos principais projetos de inovação e tecnologia em desenvolvimento no município.
O financiamento será utilizado em intervenções de mobilidade e infraestrutura urbana voltadas à implantação do complexo tecnológico, considerado estratégico pela administração municipal para atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento do setor de inovação da cidade. Entre as obras previstas estão pavimentação, iluminação pública, construção de acesso viário e implantação de ponte para conexão com a área do empreendimento.
O ITEC (Instituto de Tecnologia e Computação) é um campus voltado exclusivamente para a graduação em Ciência da Computação, instalado às margens da Freeway, em Gravataí. O projeto filantrópico e sem fins lucrativos tem como proposta formar novos cientistas e lideranças na área tecnológica, dentro de uma estrutura privada estimada em cerca de R$ 400 milhões. A área escolhida para implantação está localizada em um dos principais eixos de desenvolvimento da cidade, no entorno do Instituto Prado Tech, espaço reconhecido por iniciativas ligadas à inovação, tecnologia e empreendedorismo.
Conforme o texto aprovado, o município poderá contratar o crédito em até R$ 30 milhões, obedecendo às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e às normas do Senado Federal para operações de endividamento público.
Na justificativa enviada ao Legislativo, o governo municipal sustenta que a obra possui “relevante interesse público e estratégico”, argumentando que o ITEC deverá impulsionar o desenvolvimento tecnológico e econômico de Gravataí, além de ampliar a capacidade de atração de novos empreendimentos ligados à inovação.
O projeto também autoriza o Executivo a utilizar receitas futuras do município, incluindo cotas do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), como garantia da operação financeira junto ao banco regional.















