Ao circular pelos estandes da 11ª Feira Agroambiental e Turística (Fearg) nos deparamos com expositores de diversas áreas, alguns empreendedores com pouco tempo de jornada, outros com décadas de história. Ao visitar o espaço, o Giro de Gravataí conversou com comerciantes que participaram de quase todas as edições do evento, caso de Fátima Aparecida Cruz dos Santos e Sara Alves Rodrigues, ambas moradoras de Morungava que se dedicam ao artesanato e consideram a Fearg uma possibilidade de dar visibilidade às suas marcas, fortalecendo o vínculo com a comunidade, atraindo novos clientes e conexões para os negócios.

Há cerca de 12 anos começava a trajetória de Fátima como artesã. Ao se tornar mãe, ela foi inspirada a confeccionar acessórios de cabelo para a própria filha, Yasmin. Os lacinhos, elásticos e tiaras fizeram sucesso imediatamente. “As pessoas começaram a dizer ‘por que tu não faz pra vender?’ E hoje é um dos complementos à minha renda”, revela a proprietária da loja Fátima Laços e Variedades.
Mãe de outra menina, Bianca, a empreendedora aperfeiçoou suas habilidades na criação de peças e recentemente passou a produzir turbantes. Para o futuro, ela cogita iniciar a confecção de acessórios para meninos também. “Penso em começar a fazer bonés, no ano que vem, pois as mães pedem”, comenta a comerciante, que elabora itens personalizados sob encomenda.
Fátima costuma expor na Fearg pelas excelentes oportunidades de negócios e a vitrine ao trabalho. “Para mim, a feira é maravilhosa, muito boa. Ajuda muito! Entrego os cartões e as pessoas entram em contato depois”, frisa a comerciante, que expõe suas criações ao lado de Sara.
Participante assídua das edições da Fearg, a Sarinha Artesanatos é uma marca que aposta nas oportunidades de bons negócios gerados em feiras pela cidade e região. A artesã divulga seus trabalhos na praça do Quiosque da Cultura, Rua Aberta, Brick da Redenção em Porto Alegre, entre outros eventos.
Sara relata que se dedica ao artesanato há mais de 45 anos. Tanta experiência já fez com que atuasse também como professora de crochê, a técnica que é seu carro-chefe nestas décadas de ofício. “Comecei fazendo roupinhas de lãs para bebês”, recorda, acrescentando que logo ampliou as opções. Hoje, grande parte das confecções da empreendedora é composta por tapetes, centros de mesa, panos de prato e outras peças com decoração em crochê.
Realizada pela Prefeitura de Gravataí com apoio de empresas e instituições locais, a 11ª Fearg começou ontem (6/11) e acontece até o domingo (9/11), com entrada franca, no Parque Valecy Cabeleira Bitelo (Estrada Etamar Osmério Soares, 3870).
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Fotos: Priscila Milán/Giro de Gravataí

















