
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros – ABcam, José da Fonseca Lopes, assinou uma nota, divulgada pela entidade nesta sexta-feira (25), afirmando que “não trairá os caminhoneiros” e rejeita o acordo firmado entre o Governo Federal e outras entidades representativas da categoria, na noite de ontem. A associação diz que se manterá mobilizada com o pedido inicial, que é a isenção da alíquota de PIS/Cofins sobre o Diesel.
A Abcam afirma possuir aproximadamente 600 mil caminhoneiros filiados e é integrante da Confederação Nacional do Transporte. No texto, Lopes afirma que a ABcam emitiu em outubro de 2017, um oficio ao presidente Michel Temer a fim de apresentar ao governo a necessidade de isenção das alíquotas incidentes no valor do óleo diesel, o que seria um dos principais problemas da categoria já que o combustível, segundo o dirigente, representa cerca de 42% do custo do transportador. Após, ainda de acordo com Lopes, no dia 14 de maio a categoria teria pedido uma reunião de urgência com o Governo para discutir o assunto, mas o pedido não teve resposta.
Por fim, a nota autoriza os caminhoneiros que quiserem deixar a greve a voltares para suas casas, mas afirma que o Governo Federal não atendeu a demanda dos trabalhadores e reafirma apoio aqueles que continuarem mobilizados. Leia a nota na íntegra:
Ao contrário de outras entidades que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros
Nota à imprensa
Brasília, 25 de maio de 2018
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, juntamente com suas cinco Federações filiadas, repudia o acordo realizado ontem entre Governo Federal e as outras entidades representativas do transporte rodoviário. Ao contrário do que foi dito, a Abcam tem representação legitimada pela categoria de transportadores autônomos do país, com cerca de 600 mil caminhoneiros filiados em todo o território nacional. Inclusive possui assento no Fórum do Transporte de Cargas, do Ministério dos Transportes e também é entidade filiada à Confederação Nacional do Transporte.
Portanto, como representantes dos caminhoneiros autônomos, emitimos em outubro de 2017, um oficio ao presidente Michel Temer a fim de apresentar ao governo a necessidade de isenção das alíquotas incidentes no valor do óleo diesel, um dos principais problemas para a categoria, já que o combustível representa cerca de 42% do custo do transportador.
Sem qualquer retorno do Governo, a Abcam reiterou solicitação no dia 14 de maio deste ano, exigindo, em caráter de urgência, uma discussão sobre o assunto. Foi informado ao Governo que uma paralisação da categoria poderia surgir e que era preciso o Governo se manifestar.
A Abcam aguardou até o final da semana, dia 18 de maio, um posicionamento do Governo. Sem respostas, a entidade iniciou o processo de mobilização por meio de suas lideranças e redes sociais. Para aqueles que não acreditavam na força do movimento, os últimos cinco dias de paralisações demonstram a força da categoria.
Ao contrário de outras entidades que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros. Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União.
A Abcam continua cumprindo seu papel de representação dos caminhoneiros perante o Congresso Nacional e as instâncias governamentais. Agora, deixaremos a resposta para o Governo nas mãos dos caminhoneiros. Se eles acham que a proposta apresentada pelo Governo é justa, que voltem para suas casas. Mas se consideram que o Governo não atendeu às suas necessidades, que permaneçam firmes!
JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da ABCAM














