A proposta de compra da Arena do Grêmio, uma das pautas mais debatidas do futebol nacional neste ano, tem Gravataí como ponto de partida de uma estratégia que envolve grandes nomes do empresariado gaúcho. À frente das negociações está o advogado e empresário Marlon Passos, que atua nos bastidores ao lado de Marcelo Marques, considerado hoje um dos principais empresários do Rio Grande do Sul e favorito na disputa pela presidência do clube.

A articulação busca viabilizar a compra do estádio pela iniciativa privada, com posterior transferência da posse ao Grêmio. A ideia é que o clube seja ressarcido gradualmente, sem comprometer sua estrutura financeira, em um formato de operação que exige acordos detalhados entre diferentes partes.
Residente na cidade, Marlon Passos tem atuação reconhecida no ramo jurídico, na gestão contábil, em investimentos e no mercado imobiliário. A experiência acumulada em transações complexas é apontada como um diferencial para lidar com as etapas burocráticas e jurídicas que envolvem uma negociação deste porte.
Já Marcelo Marques é reconhecido por ter transformado a Marquespan, fundada em Gravataí, na maior fabricante de pães congelados do país. Sob sua liderança, a empresa se consolidou como referência nacional em produção e distribuição, sendo apontada como modelo de negócio pela capacidade de inovação, expansão e geração de empregos.
Apesar de ter ganhado repercussão nacional, a proposta também gerou controvérsias. Alguns juristas questionam se há base legal para a transferência da Arena ao clube nestes moldes. Procurado pela reportagem, Marlon, no entanto, refuta as dúvidas e afirma que o processo tem respaldo técnico para avançar.
“Este frisson pelo caos no ‘caso Arena’ é fruto de desconhecimento e inexperiência neste mundo de negócios. Por aqui, é algo que tomamos no café da manhã. Tudo muito simples, que depende somente de expertise e vontade de fazer acontecer. É como passar um café pela manhã: precisamos ter o grão moído, o filtro, a xícara, água quente… No caso Arena é igual: têm coisas a se fazer, mas para quem faz sempre, é algo simples. Quem não conhece, cria a teoria do caos”, explica.














