Professores sempre desempenham um papel importante na formação de seus alunos. E no caso de Elisa Panta de Oliveira, o trabalho foi além da sala de aula, em Gravataí. Ela incentivou muitos de seus estudantes a conhecerem e preservarem as tradições gaúchas. Por sua trajetória na educação e tradicionalismo, a professora será homenageada este mês por uma comissão formada por ex-integrantes do CTG Querência do Mate Amargo e da Escola Estadual Salvador Canellas Sobrinho.
Elisa, hoje patrona da entidade tradicionalista, fundou o CTG ao lado da irmã Eloísa Panta de Oliveira (in memoriam), em 1975. Ambas educadoras, iniciaram a história do Querência do Mate Amargo para despertar nos alunos o gosto pela tradição gaúcha, além de oportunizar o desenvolvimento da sociabilidade e coordenação psicomotora das crianças.
De acordo com a comissão que organiza a homenagem, as professoras, formadas em Educação Artística, atuaram de forma sensível e comprometida, valorizando as diferenças individuais e promovendo um ambiente de expressão cultural. Em um período marcado por práticas educacionais mais rígidas, conseguiram construir um espaço de acolhimento e desenvolvimento humano através da dança, da música, do teatro e das manifestações tradicionais do Rio Grande do Sul.
A instituição contou com Invernadas Mirim, Juvenil e Adulta, além de grupo musical. Também foi responsável por atividades culturais que marcaram gerações. Registros da época já destacavam o reconhecimento do trabalho desenvolvido, inclusive com apresentações fora do Estado, demonstrando a relevância cultural da iniciativa.
Um dos idealizadores do encontro e ex-patrão do CTG, Cristiano Oliveira, revela que a prática artística se tornou instrumento de inclusão, fortalecimento da autoestima e construção de identidade. Crianças com dificuldades de aprendizagem ou diferentes formas de expressão encontraram na cultura tradicionalista um caminho de pertencimento e crescimento.
Atingido por um incêndio há dez anos, o CTG não dispõe atualmente de espaço físico, mas ex-integrantes procuram manter sua memória e por isso planejaram o evento para a segunda quinzena deste mês. “Pra nós é um orgulho e uma satisfação homenagear a professora Elisa Panta de Oliveira e sua irmã gêmea, Eloisa (in memoriam), pela importante contribuição ao CTG Querência do Mate Amargo. O nosso reconhecimento é pela sua dedicação, empenho e amor pela educação, pelas nossas tradições e pelo folclore gaúcho”, destaca o ex-aluno Fábio Vicente, conhecido como Binho.
“Ter participado do CTG Mate Amargo foi um dos maiores presentes da minha infância. Foi ali que encontrei base, acolhimento e ensinamentos que moldaram quem eu sou hoje. Cada ensaio, cada apresentação e cada momento vivido fortaleceram em mim valores como respeito, união e amor às nossas raízes. O CTG foi o alicerce da minha formação, um lugar onde aprendi que tradição é mais do que costume, é identidade, é pertencimento, é orgulho. Com o incentivo da Elisa e da Eloisa, encontrei inspiração para ser uma pessoa melhor e carregar no peito, com ainda mais força, o amor pelo nosso Rio Grande do Sul, honrando e preservando as tradições que contam a nossa história”, relata Virgília Barreto, que também integra a comissão organizadora do evento.
A homenagem
O evento em homenagem a Elisa será promovido no dia 22 de março, a partir das 10h, no salão da Igreja Santa Isabel, no bairro Castelo Branco. O cardápio do almoço será churrasco e galeto com acompanhamentos. Ingressos estão sendo vendidos antecipadamente pelo WhatsApp (51) 99253-5753, com Virgília Barreto Bezerra.
O valor é de R$ 35 para jovens e adultos. Para crianças de 6 a 9 anos, o ingresso custa R$ 20, e até cinco anos não pagam. O pagamento deve ser feito pelo Pix 93875630068 (CPF de Virgília).

Comissão organizadora do evento
André Luís da Silva (Dé)
Fabiano Alves
Cristiano Oliveira
Virgília Barreto
Ana Paula Silveira Rodrigues (Paulinha)
Eduardo Muniz (Duda)
Daniel Viana (Pantcho)
Izair Canela
Fábio Vicente (Binho)
Fotos: Comissão Organizadora/Arquivo Pessoal


















