Após participação no 4º Torneio de Robótica de Gravataí, em outubro, a Equipe Tech Hunters, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Osório Ramos Corrêa, deu continuidade ao projeto de pesquisa “Bambu & Eucalipto: troque de cultura”. O estudo é inspirado em temas ambientais e que serão abordados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30 – que acontecerá em Belém (PA) –, e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Alunos do 8º e 9º anos realizam a pesquisa, sob orientação da professora Aline Delevati, que explica o propósito da equipe em encontrar alternativas mais sustentáveis em diversos segmentos da indústria. “O projeto nasceu de uma inquietação sobre os impactos das monoculturas de pinus e eucalipto, espécies amplamente utilizadas no Rio Grande do Sul. Essas culturas, embora importantes economicamente, geram sérios efeitos ambientais, como a redução da biodiversidade, empobrecimento do solo e alto consumo de água, chegando a até 250 litros por árvore adulta por dia. Diante disso, os estudantes buscaram uma alternativa mais sustentável: o bambu”, relata a educadora.
De acordo com Aline, a pesquisa está fundamentada nos ODS 9 (indústria, inovação e infraestrutura) e ODS 12 (consumo e produção responsáveis) e propõe uma mudança cultural e industrial. “O grupo defende o uso do bambu Guadua Angustifolia como substituto de madeiras convencionais em setores como a construção civil, o artesanato e a produção de embalagens. Além de ser um recurso renovável e de rápido crescimento, podendo atingir até 20 metros em poucos anos, o bambu captura grandes quantidades de carbono e contribui para a retenção de água e conservação do solo”, argumenta.
O trabalho da Equipe Tech Hunters é fruto de pesquisa bibliográfica e comparativa, na qual foram analisados casos e estudos sobre o uso do bambu em larga escala. “O resultado reforça que a substituição de espécies exóticas como o eucalipto por culturas nativas e sustentáveis é viável e estratégica para o futuro”, frisa a orientadora. Além da pesquisa com o intuito de comprovar a viabilidade da proposta, os jovens se dedicam a ações práticas. Os alunos estão fazendo plantios e distribuição de mudas, buscando alertar sobre a necessidade de uma nova visão sobre produção e consumo, baseada no respeito ao meio ambiente e na inovação sustentável.
Segundo a professora orientadora da iniciativa, a intenção da equipe é avançar nas pesquisas e apresentar o projeto em outros programas. Aline destaca que a Secretaria Municipal da Educação sugeriu que o estudo seja levado a ação “Startup na Mochila”, uma parceria com o Sebrae.
Fotos: Divulgação/@dhc.photos















