Preso em 2017 durante uma investigação que apurava o aliciamento de menores e crimes como pedofilia e estupro, o falso psicólogo e frei Walter Garcez Filho é novamente considerado foragido da justiça gaúcha. O novo mandado de prisão contra ele está em vigor desde o dia 22 de novembro. Conforme apurou a reportagem do Giro de Gravataí, Walter descumpriu uma das medidas básicas impostas para que terminasse de cumprir sua pena em regime semi-aberto.
A revogação da liberdade foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Gravataí. No Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, o mandado de Walter segue ativo. O criminoso foi preso depois de ter sido denunciado por mães de crianças que frequentavam uma comunidade católica na Morada do Vale I. No local, o falso frei fazia atendimentos psicológicos gratuitos, e, segundo apurou a polícia na época, era ali que os abusos ocorreram.
O caso chegou ao Conselho Tutelar após uma mãe denunciar a atitude de Walter por meio de mensagens de cunho sexual. Em um dos casos, ele também comete o crime de pedofilia. Após a prisão, outras mães também prestaram depoimentos à polícia relatando mudanças comportamentais dos filhos após as consultas, além de novas mensagens de aliciamento. Em um outro caso denunciado, ele mandou mensagens a um adolescente alegando que poderia pagar para ter relações com ele e com seus amigos.
Em suas redes sociais, Walter frequentemente publicava fotos com crianças em passeios. Conforme apurou a investigação, os meninos e meninas eram constantemente agraciados por ele com presentes e brinquedos – modus operandi de um predador sexual.
Durante sua prisão, além de se passar por psicólogo e frei, Walter também tentou ludibriar a justiça com um documento de identidade falso, que levava o nome de seu pai. Isso porque Walter também já era foragido da justiça paulista. Em 2007, ele foi preso num escândalo também de favorecimento à prostituição, ao aliciar alunos de uma escola na cidade de Bertioga. Na época, Walter era professor de Geografia.
Em 2020, a reportagem do Giro de Gravataí também denunciou a condição de Walter. Ele havia recebido o direito à prisão domiciliar por compor o grupo de risco do Coronavírus. A justiça gaúcha concedeu o direto ao criminoso, porém contra ele existia um outro mandado de prisão em aberto, este pela justiça paulista, aberto desde 2015, expedido pela comarca de Presidente Prudente.
Walter foi capturado dois dias depois, localizado em uma pousada na cidade de Alvorada. No local, ele vivia com um grupo de reabilitação, e segundo a Delegacia da Mulher de Gravataí – que na época efetuou a prisão – ele se apresentou ao local como terapeuta, podendo auxiliar com atendimentos psicológicos.














