O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou, na quarta-feira (28), uma ação para garantir reparação financeira à filha de Ketelyn Mota Cabeleira, assassinada aos 25 anos pelo ex-companheiro em Gravataí. A criança tinha apenas 10 meses na época do crime e, desde então, vive sob os cuidados de familiares.
A iniciativa, apresentada pela promotora de Justiça Priscilla Ramineli Leite Pereira, prevê indenização por danos morais, pensão mensal equivalente a 50% do salário mínimo até a maioridade da menina e ressarcimento das despesas funerárias custeadas pela família.
O pedido foi encaminhado por meio de uma ação civil ex delicto, instrumento jurídico que permite buscar compensação pelos prejuízos decorrentes de uma infração penal. Segundo o MPRS, a medida foi necessária porque a sentença criminal não estabeleceu valores para as vítimas.
Em junho de 2025, o Tribunal do Júri condenou o acusado a 41 anos e 10 meses de prisão pelas mortes de Ketelyn e de seu namorado, Robson Fernando de Oliveira Ávila, de 22 anos. No julgamento, foram reconhecidas as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da mulher, além do descumprimento de uma medida protetiva vigente na época. Pelo assassinato de Robson, o réu recebeu condenação por homicídio duplamente qualificado.
O caso ocorreu na madrugada de 16 de julho de 2022, no bairro Cruzeiro. Conforme a investigação, o homem invadiu a residência onde estava a ex-companheira e efetuou disparos de arma de fogo contra o casal. A motivação foi relacionada à inconformidade com o término do relacionamento.
Para a promotora Priscilla, a atu













