O novo levantamento sobre a presença do mosquito Aedes aegypti em Gravataí apresentou redução nos índices de infestação, mas o município segue em situação de alerta para doenças como dengue, zika e chikungunya. Os dados fazem parte do 2º Ciclo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Realizado entre os dias 11 e 30 de maio, o levantamento registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,4%. O número representa uma queda em comparação ao primeiro ciclo do ano, realizado em janeiro, quando o indicador chegou a 3%. Apesar da redução, o resultado ainda exige atenção, já que índices acima de 1% indicam necessidade de reforço nas ações de prevenção.
Ao todo, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) vistoriaram 2.887 imóveis durante o período. As amostras de larvas encontradas foram encaminhadas para análise no Laboratório de Entomologia do município, localizado junto ao Núcleo de Vigilância dos Riscos e Agravos Ambientais Biológicos (NVRAAB).
De acordo com o biólogo responsável técnico pelo NVRAAB, Róbinson Martins Korschner, a queda pode estar relacionada às temperaturas mais baixas registradas em maio, quando uma massa de ar frio de origem polar atingiu Gravataí e a Região Metropolitana. O frio reduz a velocidade do ciclo reprodutivo do mosquito, diminuindo temporariamente sua proliferação.
Mesmo assim, o período é considerado fundamental para evitar um aumento dos casos nos meses mais quentes.
“O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade nos meses mais quentes do ano faz com que a maioria da população só se lembre de eliminar os criadouros no verão. Contudo, quando as temperaturas estão mais baixas, as medidas de controle podem ser ainda mais eficazes, já que, normalmente, há menos mosquitos em circulação e, assim, as ações voltadas ao combate podem ter um impacto maior”, destacou Korschner.
Segundo a Secretaria da Saúde, a maior parte dos focos segue sendo encontrada dentro dos imóveis, o que torna a participação dos moradores essencial no controle do mosquito. Entre os principais locais com presença de larvas estão potes, pratos de plantas, pequenas fontes ornamentais, materiais de construção e reservatórios de água como tonéis, tambores e cisternas.















