
Lançada em junho, a campanha da Máscara Roxa já teve resultados. De acordo com o Comitê Gaúcho ElesPorElas, da ONU Mulheres, já foram registradas 21 denúncias em 18 municípios – entre eles, Gravataí. Em Porto Alegre, foram realizadas duas prisões em flagrante por violência doméstica.
O projeto permite que as mulheres vítimas de violência doméstica denunciem e peçam ajuda nas farmácias. Os atendentes das lojas receberam capacitação para o procedimento e para garantir a segurança da vítima. A proposta é simples, quando entrar na farmácia, a mulher deve pedir por uma máscara roxa, que é a senha para pedir ajuda. O profissional dirá que o produto está em falta e pegará alguns dados para avisá-la quando chegar. Após, o atendente da farmácia passará à Polícia Civil as informações coletadas, via WhatsApp, para que o órgão tome as medidas necessárias.

Todas as farmácias com adesão estão com o selo “Farmácia Amiga das Mulheres” em suas vitrines e portas, que serve para que as vítimas as identifiquem. Casos de agressões de violência doméstica e familiar também podem ser denunciados pelo Disque 100 ou o Disque-Denúncia pelo telefone 181.
Ontem (24), em uma videoconferência, o governador Eduardo Leite sancionou o projeto que transformou a campanha em lei. Conforme o autor da lei e coordenador do Comitê Gaúcho ElesPorElas, deputado estadual Edegar Pretto (PT), a nova legislação reforça a campanha em andamento no estado numa rede que já conta com mais de 1.400 farmácias voluntárias de seis redes envolvidas – Associadas, Agafarma, Vida, Preço Mais Popular, Tchê Farmácias e Líder Farma.
De acordo com o deputado, qualquer farmácia pode aderir. Segundo ele, o objetivo é envolver também aquelas que não fazem parte de grandes redes, mas que estão em cidades menores. Interessados devem entrar em contato com o Comitê: 51 991993641 ou comite.gaucho.elesporelas@gmail.com. No RS, o Comitê ElesPorElas optou pelo envolvimento das farmácias como canais facilitadores da denúncia, porque elas permanecem abertas mesmo em situações de lockdown por serem serviços essenciais.













