A expansão imobiliária de Gravataí, especialmente com o lançamento de novos condomínios residenciais, tem colaborado para impulsionar um outro setor no município, o de arquitetura e urbanismo. O aquecimento do mercado imobiliário na cidade começou a ser sentido após a pandemia, quando a busca por casas, especialmente em condomínios, se intensificou com a procura por espaços com mais privacidade e qualidade de vida.
O cenário de crescimento é ainda mais favorável quando observamos que Gravataí ainda conta com muitas áreas para expansão urbana. Dados do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), indicam que em 2023 foram emitidos 1.779 Registros de Responsabilidade Técnica (RRT) em Gravataí. Em 2024, foram 1.823 RRTs emitidos. O documento tem a finalidade de comprovar a responsabilidade técnica do profissional sobre atividades técnicas relacionadas à arquitetura e urbanismo.
Arquiteta e urbanista da Griffin Arquitetura e Interiores, Rafaela Silveira, afirma que hoje o impacto da construção civil no ambiente é significativo, especialmente devido ao consumo excessivo de recursos naturais e a geração de resíduos. “Por isso, mais do que nunca, entendemos a grande responsabilidade do arquiteto na busca de soluções que minimizem ao máximo o impacto ambiental”, afirmou.
Ambientes integrados e conectados com a natureza
A exemplo disso, Rafaela e sua sócia, a arquiteta e urbanista Thanise Gomes, contam que percebem o aumento na busca por construções a seco, como o “steel frame”, além da adoção de soluções que buscam otimizar o uso de recursos naturais, como o aproveitamento de energia solar, materiais recicláveis e sistemas de captação de água da chuva. “As enchentes que atingiram o nosso Estado no último ano foram um grande alerta de que precisamos ter um planejamento adequado do uso do solo, fazer a implementação de sistemas de drenagem urbana eficientes e preservar as áreas verdes e permeáveis”, destacaram.

Além da tecnologia e sustentabilidade, a arquitetura atual está sendo moldada por diversas outras tendências. Conforme Rafaela e Thanise, a biofilia, por exemplo, busca integrar elementos naturais nos projetos, criando ambientes que promovem o bem-estar e a conexão com a natureza. “Também vemos o minimalismo, com a valorização de espaços funcionais e sem excessos, priorizando qualidade e praticidade. A flexibilidade dos ambientes de se transformarem conforme as necessidades dos usuários também está em ascensão, especialmente com o aumento do home office”, indicaram.
Outra tendência vem do desejo dos próprios clientes, que buscam cada vez mais projetos que promovam a integração entre o interior e o exterior, valorizando a conexão com a natureza e a utilização de iluminação e ventilação naturais para criar ambientes mais saudáveis e agradáveis. “Além disso, há uma crescente demanda por casas inteligentes, com automação residencial que permita o controle eficiente de iluminação, temperatura, segurança e outros sistemas, oferecendo maior conforto, praticidade e eficiência energética”, completaram as arquitetas.
Foto: Griffin Arquitetura e Interiores















