A Polícia Civil recuperou nesta quinta-feira (21), no bairro Itatiaia, em Gravataí, outras cinco empilhadeiras roubadas em um esquema criminoso investigado pela Operação Judas. A ação é desdobramento da ofensiva deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) que apura fraudes ocorridas dentro de uma empresa em Cachoeirinha e que teriam causado prejuízo estimado em aproximadamente R$ 16,5 milhões.
A investigação aponta que o esquema criminoso teria funcionado durante pelo menos três anos e era operacionalizado por um funcionário da empresa, já identificado pela polícia. Segundo os investigadores, ele se aproveitava das funções exercidas e do conhecimento interno sobre sistemas e processos administrativos para inserir dados falsos em plataformas informatizadas e produzir documentos ideologicamente falsos, possibilitando a retirada irregular de maquinários pertencentes à companhia.
Conforme a Polícia Civil, ao todo, 134 empilhadeiras, paleteiras e equipamentos semelhantes teriam sido desviados durante o período investigado. Com a nova recuperação realizada em Gravataí, sobe ainda mais o número de máquinas localizadas ao longo da operação. Durante a deflagração da Operação Judas, na quarta-feira (20), os policiais já haviam recuperado 18 máquinas. Outras 20 também tinham sido identificadas anteriormente na posse indireta de um dos investigados, que mantinha os equipamentos locados a terceiros.
A ofensiva mobilizou mais de 65 policiais civis e cumpriu 43 medidas cautelares em cidades como Porto Alegre, Gravataí, Canoas e municípios da Serra Gaúcha, além de diligências no estado do Espírito Santo. Entre as medidas executadas estavam mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo bancário e fiscal, bloqueios de valores em contas de investigados e indisponibilidade de bens de nove empresas.
Além das máquinas recuperadas, a polícia também apreendeu celulares, notebook e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. Segundo a Draco de Viamão, a apuração segue em andamento e há expectativa de localização de novos equipamentos desviados, assim como aprofundamento das provas sobre a participação de possíveis coautores e a destinação dos bens subtraídos.















