
Um homem de 29 anos, morador da cidade de Capela de Santana, foi preso preventivamente na tarde desta quinta-feira (25) apontado pela polícia como um dos partícipes da tentativa de homicídio contra uma advogada em Gravataí. O caso ocorreu há quase três anos e nos últimos meses revelou uma verdadeira trama a partir da localização de um rapaz que confessou o ataque.
O preso da tarde foi apontado na investigação como o responsável por indicar o executor do serviço. Foi com ele que um empresário de 56 anos manteve contato para que pudessem localizar aquele cometeria o crime. Tanto no depoimento do empresário quando no do jovem que confessou ter atacado a advogada, foi confirmado que o valor R$ 4 mil havia sido ofertado pelo serviço.


De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios de Gravataí, o preso foi quem recebeu o valor das mãos da empresária, apontada como a mandante do crime. No entanto, ainda segundo a polícia, o valor nunca foi repassado ao jovem que cometeu o ato. Ele, que na época era usuário de drogas, alegou que havia aceitado o pedido para quitar dívidas com traficantes de sua cidade.
Mandante segue presa
No último dia 18 a empresária de 40 anos foi presa preventivamente. Ela, segundo a investigação, arquitetou o plano de matar a advogada. Em depoimento a acusada permaneceu em silêncio e desde então segue presa na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba. O empresário, que mantinha relações profissionais com ela, incluindo a atuação no mesmo ramo de negócio, também segue preso.
As motivações para o crime seguem sendo apuradas e são parcialmente reveladas pela polícia. No entanto, eles já descartam que o crime tenha relação profissional, já que a advogada atua na área criminal da cidade. A suspeita é de que o ataque tenha motivação passional.

Entenda o caso
Era dia 17 de dezembro de 2018. A advogada limpava a piscina de casa, na região da Morungava, quando foi surpreendida pela entrada de um rapaz, que em segundos passou a desferir golpes de faca contra ela. Tentando se defender ela acabou ficando ferida nos braços, mãos, tórax e cabeça.
Ao todo, 14 facadas foram desferidas. Além da amputação de dedos, ela sofreu uma dilaceração na região do ombro e fratura craniana. Após o crime o acusado fugiu e por quase três anos o caso ficou sem solução. Com apenas uma pista os investigadores realizaram um exaustivo trabalho de apuração, até que nos últimos meses novas informações confirmaram o caminho seguido por eles.













